Author Topic: Por detrás dos simuladores (as físicas e não só)  (Read 6685 times)

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Offline Tiago Lapa

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Re: Por detrás dos simuladores (as físicas e não só)
« Reply #30 on: September 18, 2009, 18: 23 »
costuma-se dizer que por tras de um grande simulador esta sempre uma grande mulher
ainda estou pra ver...

E está, chama-se Geraldine :blum3:

Gil

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Re: Por detrás dos simuladores (as físicas e não só)
« Reply #31 on: September 18, 2009, 19: 14 »
Estava a rever o vídeo graças ao marco e no minuto 30 do vídeo ele começou a falar da falha das formulas nos simuladores a baixa velocidade,... e lembrei-me da minha experiência em AIA com o MOD enduracers nas curvas 2, 4 e 7 onde se nota isso perfeitamente,... qnt mais depressa executar a curva + grip tenho (estamos a falar de velocidades entre 60 e 80Km/h), se faço a curva lento demais é peão quase na certa, mesmo com TC!

O exemplo é mau (os pneus do mod não são minimamente realistas), mas a realidade é assim mesmo.

Quanto maior a velocidade, maior o grip (o grip aerodinâmico começa-se a sentir a partir dos 80 km/h, de acordo com vários pilotos profissionais).

Offline Nuno Basto

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Re: Por detrás dos simuladores (as físicas e não só)
« Reply #32 on: September 18, 2009, 19: 29 »
Por isso referi,... que se for abaixo dos 60-70 é peão na certa,.. se for a mais de 80 mesmo que tenha undesteer e o carro fuja de frente á saída continuo com understeer...

Gil

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Re: Por detrás dos simuladores (as físicas e não só)
« Reply #33 on: September 18, 2009, 19: 34 »
... porque um protótipo, ao contrário de um fórmula, tem uma tendência natural para o understeer (são carenados, pelo que são muito menos eficientes a gerar grip à frente).

Offline Filipe Chaves

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Re: Por detrás dos simuladores (as físicas e não só)
« Reply #34 on: September 18, 2009, 19: 46 »
Quanto maior a velocidade, maior o grip (o grip aerodinâmico começa-se a sentir a partir dos 80 km/h, de acordo com vários pilotos profissionais).

80 km/h?! Os especialistas da F1 (e não só) dizem que só a partir dos 120 km/h se começa a sentir os efeitos aerodinâmicos, porque a menos de 120 km/h o que conta é a tracção mecânica.
Isso dos 80 km/h não é só em relação aos simuladores por causa das físicas/programação aplicadas?

Gil

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Re: Por detrás dos simuladores (as físicas e não só)
« Reply #35 on: September 18, 2009, 19: 57 »
Quanto maior a velocidade, maior o grip (o grip aerodinâmico começa-se a sentir a partir dos 80 km/h, de acordo com vários pilotos profissionais).

80 km/h?! Os especialistas da F1 (e não só) dizem que só a partir dos 120 km/h se começa a sentir os efeitos aerodinâmicos, porque a menos de 120 km/h o que conta é a tracção mecânica.
Isso dos 80 km/h não é só em relação aos simuladores por causa das físicas/programação aplicadas?

Estou a falar da vida real e não dos simuladores. Não consigo arranjar aqui um quote, mas lembro-me da altura do GT-One (há 10 anos atrás) que o Martin Brundle e o Alan McNish falavam sobre isso nesses termos.

Offline RicGom

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Re: Por detrás dos simuladores (as físicas e não só)
« Reply #36 on: September 19, 2009, 17: 42 »
Quanto maior a velocidade, maior o grip (o grip aerodinâmico começa-se a sentir a partir dos 80 km/h, de acordo com vários pilotos profissionais).

80 km/h?! Os especialistas da F1 (e não só) dizem que só a partir dos 120 km/h se começa a sentir os efeitos aerodinâmicos, porque a menos de 120 km/h o que conta é a tracção mecânica.
Isso dos 80 km/h não é só em relação aos simuladores por causa das físicas/programação aplicadas?

Não existe um número mágico a partir do qual se começa a sentir o efeito aerodinâmico, o que acontece é que o efeito aerodinâmico ( estou a falar de drag e downforce)  é proporcional ao quadrado da velocidade e portanto a pequenas velocidades o seu efeito é bem menor ... mas existe sempre.
A título de exemplo, um carro que gere 1500kg de Downforce a 300 km/h ( um F1 tem capacidade para isso ) , gera :
   - 375 kg a 150 km/h
   - 94 kg a 75 km/h  ( superior ao peso médio de um piloto )
   - 46 kg a 40 km/h

Actualmente o peso mínimo de um F1 é de 605kg, nas condições aerodinâmicas referidas, seria possível conduzi-lo no tecto a partir dos cerca de 195 km /h  :biggrin:



Offline Filipe Chaves

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Re: Por detrás dos simuladores (as físicas e não só)
« Reply #37 on: September 19, 2009, 21: 10 »
Estou a falar da vida real e não dos simuladores. Não consigo arranjar aqui um quote, mas lembro-me da altura do GT-One (há 10 anos atrás) que o Martin Brundle e o Alan McNish falavam sobre isso nesses termos.

Sim, eu também me referia à vida real.
Mas estou de acordo, já me informei acerca.
Não existe um número mágico a partir do qual se começa a sentir o efeito aerodinâmico, o que acontece é que o efeito aerodinâmico ( estou a falar de drag e downforce)  é proporcional ao quadrado da velocidade e portanto a pequenas velocidades o seu efeito é bem menor ... mas existe sempre.
A título de exemplo, um carro que gere 1500kg de Downforce a 300 km/h ( um F1 tem capacidade para isso ) , gera :
   - 375 kg a 150 km/h
   - 94 kg a 75 km/h  ( superior ao peso médio de um piloto )
   - 46 kg a 40 km/h

Actualmente o peso mínimo de um F1 é de 605kg, nas condições aerodinâmicas referidas, seria possível conduzi-lo no tecto a partir dos cerca de 195 km /h  :biggrin:

Exacto, entretanto já li acerca disso, a carga aerodinâmica dá-se em velocidades mais baixas, o meu entendimento do que o pessoal da F1 disse é que foi mal "desencriptado" quando eles dizem que a aerodinâmica só se faz sentir acima dos 120 km/h, mas não quer dizer que abaixo dessa velocidade ela não esteja presente, porque está, só que não é tão eficaz como em alta velocidade, o que eles dizem não está de todo errado quando afirmam que até +- aos 120 km/h o que conta mais é a tracção mecânica, mas o apoio aerodinâmico não deixa de dar uma pequena ajuda, mesmo assim.

Parece que a universidade de Missouri, em 2004, desmistificou o "mito" de que a aerodinâmica só se faz sentir em alta velocidade.O link que é dado aqui no ultimo post não funciona, é pena, este é o link da universidade, tentei encontrar lá algo que falasse sobre isso mas sem sucesso.

Offline Martim Silva

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Re: Por detrás dos simuladores (as físicas e não só)
« Reply #38 on: September 22, 2009, 17: 55 »
Parabéns pela discussão!

Disseram-se coisas mto certas. Só queria salientar alguns pontos:

 Noutro thread, falamos de como de um "dia" para o outro o grip pode ser diferente. A pista vai modificando-se/desgastando-se, a temperatura muda, os pneus oferecem grips diferentes, etc, etc...percebam o que quero dizer.

Um simulador tenta diminuir ao máximo estas variáveis para que seja mais fácil de simular o mundo real. Por isso as pistas não ganham buracos com o uso, a simbin diminuiu o nr de pneus, etc. Pois ao criar-se um ambiente estável consegue-se ter uma simulação desse ambiente. Por isso, tb não me importo que o carro real dê menos 2 km/h que o simulado. Porque o que me interessa é que o carro tenha um comportamento idêntico (isto sim é importante), performance parecida e que se possa fazer corridas nesse ambiente e é aí que está toda a diversão.

O Iracing, ao tentar aproximar-se do real diminuiu o nr de carros de cada classe, percebo que tenha menos "piada", mas não percebo como isso possa ser um ponto tão negativo. Para quem viu a conferência de imprensa no anuncio da formula indy percebe isto. Pois, os gajos estão a trabalhar em conjunto com a Dallara e a esmiuçar as reacções do carro que, como é óbvio, são únicas (Vejam o caso do DCS que começou só com um Helicóptero).

Com isto percebe-se que um motor consegue simular mais que uma máquina, mas para que seja real, é mais fácil fazer para um carro de cada vez. Com a quantidade de carros que o evo tem...como pode ser tão real??

Penso que no futuro o iRacing irá ter mais que um carro em cada classe, mas ao irem adicionando carros de classes diferentes vão ganhando novos clientes. Sinceramente prefiro que adicionem o V8 e as pistas europeias do que percam esse tempo a simular fielmente concorrentes dos carros que já lá existem.

Com isto, msmo com esta procura por diminuir variáveis (que não influenciem na realidade do simulador), não consigo perceber pq a simbin deixou as corridas nocturnas (msmo que fosse só diminuir a temperatura e escurecer o ambiente o pessoal ia gostar), etc..etc..o preço do iRacing...etc... :D
Martim Silva
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Offline Filipe Chaves

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Re: Por detrás dos simuladores (as físicas e não só)
« Reply #39 on: September 23, 2009, 10: 15 »
Com a evolução dos CPU´s e GPU´s que temos vindo a assistir, daqui a uns anos quando já for banal ter-se em casa um CPU com alguns pares ou mesmo uma dezena de CORE´s e gráficas potentes quanto baste, podemos vir a ter simuladores muito mais reais do que temos experimentado até aos dias de hoje, e sem haver a necessidade de haver as limitações que há hoje em dia, que ao ter muitos carros em pista e pistas/carros muito detalhadas, significa ter de cortar em algo que não se "vê", físicas/simulação!

Porque é óbvio que os dev´s têm que limitar muita coisa no desenvolvimento de um simulador perante as limitações actuais de hardware, eles não podem criar algo a que só "meia-dúzia" tenham acesso, hoje em dia perante a crise mundial e as dificuldades que se tem vindo a sentir, não são todos que se podem dar ao luxo de gastar centenas de €uros numa maquina quase única e exclusivamente para jogos...

Num GTR Evo, com tantas pistas e tantos carros, está mais que óbvio que se trata de um produto com algum "fogo de vista", porque é preciso vender, fazer dinheiro rápido, portanto, "enche-se" com o máximo de pistas e carros possíveis para chamar a atenção do máximo numero de seguidores.
Se a SimBin em vez de ter feito o que fez com o GTR Evo, tivesse criado algo mais profissional, mesmo que isso significasse fazer um corte no numero da oferta de carros/pistas, tivesse incluído uma simulação mais apurada, era meio caminho andado para que as vendas fossem muito menores, e não se pode ir muito por esse caminho senão têm que fechar as portas porque são mais as pessoas que preferem um jogo todo bonitinho e repleto de conteúdos do que os que preferem algo mais profissional.

Eu referi o GTR Evo como poderia ter referido um outro qualquer, eu adoro o GTR Evo, mas há que saber criticar/analisar algo que também gostamos.
Ainda há mais para dizer mas por agora fico-me por aqui  :biggrin:


Offline Filipe Chaves

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Re: Por detrás dos simuladores (as físicas e não só)
« Reply #40 on: September 24, 2009, 21: 47 »

 Parece ser interessante.

Quote
   Spring Physics

 The physics behind springs is simple but extremely versatile and useful. You can use springs to link points together to model rope and string, cloth, and even blobs of jelly. Springs can also be used to implement basic collision response, and to create joints that constrain the motion of rigid bodies.

The more physics programming you do, the more springs pop up. Many physical phenomenon boil down to spring-like forces being applied such as buoyancy in water. Springs are everywhere so lets discover how to simulate them!

 
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Offline Tiago Moreira

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Re: Por detrás dos simuladores (as físicas e não só)
« Reply #41 on: September 24, 2009, 23: 04 »
Yah, podemos considerar um material como sendo uma mola, enquanto este tiver um comportamento elástico. Em engenharia quando existem colisões no domínio elástico, podemos aplicar a conservação da energia e a Lei de Hooke das molas ;) Isto é muito fixe e facilita bastante o cálculo porque esta fórmula é muito simples, é uma função linear (tem apenas uma variável e uma constante) ;)

Tenho aqui uns exercícios de vigas muito interessantes que usam este princípio para poder achar a solução ;)

Edit: Já agora, entende-se como domínio elástico a zona em que o material sujeito a um esforço de tracção ou compressão se deforma e após se retirar a carga ele recupera a dimensão original (tal como uma mola); quando se passa esse limite de elasticidade o material deforma plasticamente e esta deformação é irreversível, isto é, após retirar a carga o material não recupera na totalidade ficando com a dimensão inicial mais a deformação plástica (ou dimensão inicial menos a deformação plástica caso seja comprimido).
« Last Edit: September 24, 2009, 23: 12 by Tiago Moreira »

Offline Tiago Lapa

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Re: Por detrás dos simuladores (as físicas e não só)
« Reply #42 on: September 24, 2009, 23: 27 »
Espreitem este site: http://rigsofrods.com/

Offline Tiago Moreira

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Re: Por detrás dos simuladores (as físicas e não só)
« Reply #43 on: September 24, 2009, 23: 57 »
Esse software é mencionado naquela entrevista com aquele físico (o link 'tá algures por aqui) e o princípio é bastante engraçado ;)

Nesta cadeira de mecânica utilizou-se um software (ANSYS) que é muito poderoso :biggrin: Para além de resolver os problemas mais rápido (hihihi), permite visualizar a solução; num dos trabalhos efectuados tratava-se de uma viga sujeita a um determinado esforço (flexão), e utilizaram-se dois modelos no programa, um deles utilizavam-se três pontos para definir a viga, e a solução deu deslocamentos iguais àqueles calculados à mão no entanto a visualização foi possível mas nao era detalhada (com três pontos tem-se quanto muito 2 segmentos de recta...); o outro modelo foi criada uma malha em 3d e no fim quando se fez a solução pode-se visualizar a deformação. Porque falo nisto? Porque isto é um simulador :biggrin:

Estou a postar este link porque uma vez falei neste programa a um piloto-virtual e ele ficou bastante curioso. Eu depois vou ver se coloco aqui umas imagens para vocês verem, é muito fixe mesmo ;)

Offline Martim Silva

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Re: Por detrás dos simuladores (as físicas e não só)
« Reply #44 on: September 25, 2009, 10: 47 »
Faz isso...ficamos à espera! :)
Martim Silva
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